DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL (DOENÇA DE CROHN E RETOCOLITE ULCERATIVA)


O termo “doença inflamatória intestinal” ou popularmente conhecido como “colites” ,refere-se basicamente a duas doenças: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Afecções crônicas semelhantes em vários aspectos e diferentes em tantos outros principalmente às suas manifestações clínicas, evolução e resposta ao tratamento clínico ou cirúrgico.

São doenças que apesar de estarem crescendo em incidência, principalmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento como o Brasil e acometendo especialmente jovens, ainda carecem de conhecimentos científicos sobre sua etiologia, estando vários fatores em estudo como possíveis desencadeadores da doença como: etnia, genética, nutricional, ambiental e social.

A Retocolite Ulcerativa é caracterizada por inflamação difusa da mucosa acometendo a região do cólon e reto. O quadro clínico depende da intensidade da doença e incluem: dor abdominal, diarreia geralmente com sangramento associado, mucorréia sanguinolenta, tenesmo (vontade iminente de evacuar). Casos graves podem se manifestar com distenção abdominal severa e repercussões clínicas importantes como: anemia, febre, taquicardia e desidratação.

A Doença de Crohn caracteriza-se por focos de inflamação transmural (toda espessura da parede intestinal) podendo acometer qualquer seguimento do trato gastrointestinal ( da boca ao ânus). O quadro clínico é geralmente mais severo com dores abdominais, diarreias frequentes, febre, perda de peso relevante, anemia, sangramento retal, formação de abscessos e fístulas tanto intra abdominais e intestinais como na região perianal. Quadro geralmente compromete a qualidade de vida dos pacientes quando não tratados ou em períodos de descompensação.

As Doenças Inflamatórias Intestinais podem acometer regiões fora do intestino levando às manifestações ditas “extra intestinais”,como: dermatológicas (eritema nodoso, úlceras), oftalmológicas (episclerite, vasculite de retina), reumatológicas (artrites), hematológicas (anemia, hipovitaminoses), hepáticas (colangite esclerosante primária).

O diagnóstico é confirmado por avaliação clínica e uma combinação de investigações baseadas em endoscopia, radiologia, histologia, bioquímica e medicina nuclear.

O tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais tem como objetivo promover a remissão da doença ativa e posteriormente manutenção desta doença controlada, levando o paciente a uma reestruturação da qualidade de vida. As medicações utilizadas levam em consideração principalmente a gravidade da doença e para isso são utilizados índices com classificações de gravidade da doença.

Na Retocolite Ulcerativa a medicação mais comumente utilizada tanto na remissão e principalmente na manutenção é a mesalazina, que pode ser usada tanto por via oral, supositórios e fleets. O corticoide também pode ser utilizado em alguns momentos de surtos ou necessidade de efeito rápido, entretanto, devido seus efeitos colaterais, não deve ser utilizado por longos períodos. Contamos também com antibióticos, ciclosporina, azatioprina e as medicações biológicas que podem ser necessárias em situações de gravidade ou falha de tratamento às medicações iniciais.

A Doença de Crohn por se tratar de lesões com maior chance de complicações, deve ser tratada de forma mais intensa. Da mesma forma que a Retocolite Ulcerativa, segue uma avaliação de gravidade e a partir destas informações se decide qual medicação iniciar o tratamento. Os derivados salicílicos (mesalazina) não têm o mesmo efeito em remissão e manutenção da doença como na Retocolite, logo geralmente o paciente já inicia seu tratamento com medicações imunossupressoras ( azatioprina) ou biológicos (infliximabe, adalimumabe, vedolizumabe). Os corticoides também tem algum papel na remissão da doença mas também deve ser descontinuado como terapia de manutenção.

Os pacientes portadores de Doença Inflamatória Intestinal muitas vezes apresentam-se com variados graus de desnutrição, anemias e hipovitaminoses. Sendo assim, faz se por necessário uma avaliação nutricional adequada e detalhada destes pacientes, em especial aos portadores de Doença de Crohn.

As complicações das Doenças Inflamatórias Intestinais muitas vezes levam o paciente a cirurgias que podem variar desde curetagem de fístulas anais até amplas ressecções intestinais comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Nos últimos anos houve grande progresso no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais, especialmente após a descoberta das medicações biológicas. Novas drogas estão chegando ao mercado com a promessa de controle mais efetivo, principalmente dos pacientes refratários aos tratamentos disponíveis atualmente, mas ainda existe muito a ser descoberto sobre essas patologias que afetam milhões de pessoas pelo mundo.

RETOCOLITE ULCERATIVA
RETOCOLITE ULCERATIVA
DOENÇA DE CROHN
DOENÇA DE CROHN

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